O líder do Partido Nacional Renovador (PNR) defendeu hoje como "fundamental" para Portugal um Estado que salvaguarde a independência da nação e acusou o Governo de ignorar o bem-estar da população e arrastar o país para um buraco.
Em declarações à Agência Lusa, José Pinto Coelho defendeu que o actual Estado português sofre de dois males, dos "males de um Estado socialista subsidiário" e "dos males de um Estado liberal, capitalista selvagem".
"O que nós defendemos é um Estado nacional e social. Significa que compete ao Estado ser eficaz, imprescindível, mas sem gorduras, sem se intrometer em áreas onde não seja estritamente necessário pois tem de haver lugar à iniciativa privada", explicou o líder do PNR, no final dos primeiros Estados Gerais do partido.
O encontro serviu para debater assuntos da atualidade e actualizar o programa do partido, bem como para a apresentação do documento "O Nacionalismo Renovador para o século XXI".
Na opinião de Pinto Coelho cabe igualmente ao Estado salvaguardar a soberania e a independência de Portugal, de modo a que o país tenha sempre "a menor dependência externa possível", bem como ser "sólido e sem gorduras".
"Nós temos tido uma sucessão de governos que fazem parte de um regime que para nós faliu e tem de ser substituído urgentemente. É um regime que tem entregue de bandeja toda a nossa soberania, não está a salvaguardar a nação e entregou-nos de bandeja a uma União Europeia que vai implodir a qualquer momento", criticou.
Para o líder do PNR, prova disso está no facto de Portugal ser o país da Europa com a maior zona económica exclusiva marítima, mas viver "de costas voltadas para o mar".
"O mar faz parte do nosso ADN cultural e histórico e o mar tem potencialidades desde as energias, à investigação, passando pela arqueologia marítima, já que temos cerca de dois mil tesouros nas nossas águas territoriais, para não falar nas pescas e no crime que constituiu o abate das nossas frotas", defendeu Pinto Coelho.
O líder do PNR apontou que o atual Governo, juntamente com os anteriores, tem levado o país para um buraco e disse não concordar com as medidas de austeridade impostas porque obrigam a "sacrifícios que não servem para nada". (DN)
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